Mundo

29 10 2017

O que é o mundo fora de mim?

Provavelmente mudei eu e mudou o meu mundo. Mas mais do que o mundo mudou a minha relação com o mundo. Há mais uma relação não conflitual, de aceitação. Pelo menos de procura dessa aceitação.

serenidade

Manuel  António  Pina

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Viajar

16 08 2017

Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos connosco, nunca o encontraremos.

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Ralph Waldo Emerson





Resistência

8 06 2017

Nós compreendemos há muito tempo que não era mais possível mudar este mundo, nem remodelá-lo, nem impedir a sua infeliz trajectória para a frente.

Havia uma única resistência possível : não o levar a sério.

mar

Milan Kundera    em    A Festa da Insignificância





Retorno

2 06 2017

Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo.”
Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagáscar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.
Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

menina-triste

May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post)





Eu

15 09 2016

“Eu” : uma ficção de que somos, quando muito, co-autores.

inner-peace

Imre Kertész





Revolução da Bondade

1 07 2016

Acho que a grande revolução, e o livro «Ensaio sobre a Cegueira» fala disso, seria a revolução da bondade. Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos. Claro que isso nem é uma utopia, é um disparate. Mas a consciência de que isso não acontecerá, não nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para reger-se por princípios éticos. Pelo menos a sua passagem pelo este mundo não terá sido inútil e, mesmo que não seja extremamente útil, não terá sido perniciosa.

Quando nós olhamos para o estado em que o mundo se encontra, damo-nos conta de que há milhares e milhares de seres humanos que fizeram da sua vida uma sistemática acção perniciosa contra o resto da humanidade. Nem é preciso dar-lhes nomes.

ervas

 José Saramago    em    Folha de S. Paulo, Outubro 1995  .





Estado de Consciência

23 05 2016

O amor é mal entendido como sendo uma emoção.

Na verdade, é um estado de consciência, uma forma de estar no mundo, uma maneira de ver a si mesmo e aos outros.

vulcão

David R. Hawkins