Paciente

8 07 2017

Ser paciente é simplesmente estar completamente aberto a cada momento, aceitando-o na sua plenitude, sabendo que, tal como as borboletas, as coisas acontecem no seu devido tempo.

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 Jon Kabat-Zinn

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Infinito

17 12 2014

E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.

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Stephen Chbosky    em    “As Vantagens de Ser Invisível”





Momento

11 06 2013
 
Chega um momento na vida em que temos de mudar a nossa história. Chega um dia em que temos de aceitar que existe quem não nos ame ainda que afirme que sim.
 
Chega um instante em que entendemos que mais nada nos prende ao lugar que nos viu crescer. A alma parte ferida, mas o coração clama por novas narrativas. A desilusão é grande, mas a vontade de partir é ainda maior.
 
 
Chega um tempo em que deslindamos todas as mentiras que nos agarraram por demasiado tempo a quase nada.
 
Chega enfim um momento em que a vontade de calcorrear um novo caminho ganha convicção dentro de nós. Não sabemos para onde ele nos leva. Só nos importa saber se nos afasta o suficiente de onde já não queremos estar.
 

José Micard Teixeira

 
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Sofrimento 2

17 04 2013

E quem pode medir o sofrimento? Qual de vós será capaz de calcular a magnitude de dor que é possível encontrar dentro de um ser humano a qualquer momento?

Siri  Hustvedt  em  Verão sem homens





Não

25 10 2012

A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não – ou a nossa própria fatalidade – é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.

José Saramago , em  “Folha de S. Paulo” (1991)





Silêncio 1

10 07 2012
O Silêncio é essencial na nossa Vida.
Não… não me refiro a estar calado. Silêncio é pura e simplesmente o momento em que não queremos nada, em que saímos da teia de estimulos permanentes que nos envolve a toda a hora.
É uma calma mental que nos diz que estamos a vivenciar uma parte mais elevada de nós mesmos.
É um pouco como reza o provérbio que diz que quando o sapato não aperta o pé é esquecido.
Luís Pedro Proença




Escutar e partilhar

20 04 2012

Escutar e partilhar, num relacionamento interpessoal, é fundamental. Seja um relacionamento amoroso, de amizade, familiar ou profissional. É muito importante escutar o outro, para além das palavras.

Palavras podem ter vários significados e conhecer o outro é escutá-lo nos seus significados, questionando e conhecendo.

Reter as palavras gera conflito, discussões e afastamento. Conhecer para além das palavras, perceber o contexto, a informação emocional associada, permite-nos melhorar a nossa comunicação e permite-nos estar mais à vontade connosco e com o outro.

É muito comum encontrar pessoas que têm dificuldade em comunicar o que sentem – sentem dificuldade em expressar o que sentem e pensam – sentem dificuldade em expressar o que sentem e pensam ou então em serem compreendidas.

Eu não sei se algum dia poderemos ser 100% compreendidos pelo outro, mas podemos ser 100% honestos connosco ao ser honestos com o outro, e ao permitir que o outro possa ser honesto connosco, aceitando as suas ideias, pontos de vista e emoções.

Não existem pessoas perfeitas e por isso não existem modelos de comunicação perfeitos. Existem pessoas que estão em constante crescimento e que querem ser felizes, querem viver relacionamentos harmoniosos e felizes.

Começar por aceitar o universo que vive dentro de si é fundamental para partilhar o seu universo com outro ser humano.

Aceitar as suas emoções, sejam positivas ou negativas, é o primeiro passo para poder partilhá-las sem apego e ouvir outros pontos de vista.

Isso permite que o outro se sinta à vontade para partilhar momentos consigo, para partilhar pensamentos e sentimentos.

Escutar o outro é dar espaço a si e ao outro para SER.

Esquecer memórias, esquecer regras e viver em cada momento, com a experiência do momento. É claro que podemos libertar as memórias, processar as emoções do passado, mas existe um tempo e um espaço, onde podemos simplesmente estar e ser para o outro. E nesse espaço também outras emoções do passado podem surgir, e onde antes isso afectava negativamente a relação, pode agora ser um ponto de observação e libertação, um espaço de presença curadora!

Ângela  Alves