Stand by me

9 09 2017

When the night has come, and the land is dark
And the moon is the only light we will see
No, I won’t be afraid, oh, I won’t be afraid
Just as long as you stand, stand by me
So darlin’, darlin’ stand by me
Oh stand by me
Oh stand, stand by me, stand by me

If the sky that we look upon should tumble and fall
Or the mountain should crumble to the sea
I won’t cry, I won’t cry, no, I won’t shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin’, darlin’ stand by me
Oh stand by me
Whoa stand now, stand by me, stand by me
*Solo*

And darlin’, darlin’ stand by me
Oh stand by me
Oh stand now, stand by me, stand by me

If the sky that we look upon should tumble and fall
Or the mountain should crumble to the sea
I won’t cry, I won’t cry, no, I won’t shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin’, darlin’ stand by me
Oh stand by me
Whoa stand now, stand by me, stand by me
So darlin’, darlin’ stand by me
Oh stand by me
Oh stand now, stand by me, stand by me
Whenever you’re in trouble won’t you stand by me
Oh stand by me
Whoa stand now, oh stand, stand by me..

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Beijo

14 07 2017

Creio que, numa relação, o beijo terá sempre de manter a densidade do primeiro, a história de uma vida, todos os pores-do-sol, todas as palavras murmuradas no escuro, toda a certeza do amor.

love

Afonso Cruz





Someone like you

14 06 2017





Retorno

2 06 2017

Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo.”
Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagáscar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.
Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

menina-triste

May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post)





Deserto

21 05 2017

Os mais velhos sabem que o prazer é fundamentalmente dádiva.

Que o receber está no dar.

Sabem que sem amor a vida é um vazio e um deserto.

polaroide

Fernando  Namora





Império das Perdas

3 05 2017

Cruéis convenções nos convocam: estar em forma, ser competente, ser produtivo, mostrar serviço, prover, pagar, e ainda ter tempo para ternura, cuidados, amor. O curso da existência começa a ser para muitos uma ameaça real. A sociedade é uma mãe terrível, a vida um corredor estreito, o tempo um perseguidor implacável: belos e competentes, ou belos ou competentes, atordoados entre deveres e frestas estreitas demais de liberdade ou sonho.
Nós construímos isso.
Só não prevíamos as corredeiras, as gargantas, os redemoinhos, a noite lá no fundo dessas águas. É quando toda a competência, a eficiência, o poder, se encolhem e ficam nus, e sós, na nossa frágil maturidade, sob o império das perdas que começam a se apresentar sem cerimônia.

Lya Luft    em    O Tempo é um Rio que Corre





Verdade definitiva

20 03 2017

É incomodativa a parecença entre a dor e o desejo. Ambos monopolizam toda a atenção, nada mais existe, como uma mulher amada. São capazes de apagar tudo, as notícias, o tempo lá fora, as mudanças na natureza, até a angústia. É um reino onde impera uma verdade definitiva.

destino

Lars Gustafsson    em   ” A morte de um apicultor “