Dificuldade

8 04 2011

Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos; é justamente porque não ousamos, que tais coisas são difíceis.

Séneca

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Caminho

27 03 2011

Não há nenhum caminho tranquilizador à nossa espera. Se o queremos, teremos de construí-lo  com as nossas mãos.José  Saramago





Life 2

14 03 2011

All living things love their life, desire pleasure and do not like pain; they dislike any injury to themselves; everybody is desirous of life and to every being, his life is very dear.

Yogashastra – Jain Scripture, c. 500 BC





Mentira

10 03 2011

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir

meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.

Clarice  Lispector





Exercício

27 02 2011

Tenta ver a tua própria vida neste mesmo dia como uma jornada e uma aventura. Para onde vais? O que é que andas a procurar? Onde estás neste momento? Em que fase da viagem estás?

Se a tua vida fosse um livro, que título lhe darias hoje? Que título darias ao capítulo em que estás neste momento?

Não te esqueças que esta viagem é unicamente tua e de mais ninguém. Portanto o caminho também tem de ser o teu. Não podes percorrer o caminho que alguém já percorreu e ainda assim manteres-te fiel ao que tu és.

Estás preparado para honrar o quão único és?

Jon Kabat-Zinn, Wherever You Go, There You Are





Decepção

7 02 2011

Às vezes perguntamos a nós mesmos por que razão insistimos em relações que não nos satisfazem. Por que razão permitimos a certas pessoas que estabeleçam connosco relações dúbias, não transparentes, em que nos sentimos levados para campos que desconhecemos e não queremos conhecer.

Às vezes sentimo-nos enganados quando descobrimos que o outro não é quem nós pensávamos que fosse. Mas a culpa é e será sempre nossa. O outro dá-nos sempre feed-back, e só não entendemos quando não queremos entender. Nada nos é dado sem custos. Se não queremos ser decepcionados, só temos de estar atentos a todas as mensagens que nos são enviadas, e não acreditar que toda a gente age da mesma maneira.

Ninguém disse que viver era fácil…





Vida 6

28 01 2011

A nossa vida, como reportório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.

 Mas agora é preciso completar o diagnóstico. 

 A vida, que é, antes de tudo, o que podemos ser, vida possível, é também, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância – as possibilidades – é o que da nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege o seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida. Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajectória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos… a eleger.

 Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem num só instante se deixa descansar a nossa actividade de decisão. Inclusivé quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir. É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.

 .

 Ortega y Gasset  em  ‘A Rebelião das Massas’