Obrigado

28 05 2012

Ainda bem que existem os livros, ainda bem que existem a internet, o facebook, as feiras do livro e todos os lugares físicos e não-físicos onde nos encontramos. Ainda bem que existe o pensamento e a memória. Ainda bem que existe a ternura.

E não importa se estivemos no mesmo lugar apenas por um instante há 5 anos, não importa se nunca estivemos no mesmo lugar, aquilo que realmente importa é o segredo luminoso que partilhamos. Não é feito de palavras, mas é transportado por elas. Esse é o nosso lugar, temos almas a vaguear nesse universo de sentido. Vocês mostram-me todos os dias que a generosidade pode salvar. Vocês têm muitos rostos, muitas histórias. Eu ouço-vos e encho-me de esperança humana, de amor humano, e transbordo.

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Porque nos encontrámos, somos uma espécie de irmãos. Fomos capazes de existir sobrepostos e, por mais ou menos tempo, partilhámos a experiência partilhável. Se amanhã tudo se desfizer, saberemos que nos tocámos e espero que, perante o fim, sejamos capazes de nos sentir gratos pelo que tivemos e que é bastante mais do que a maioria das pessoas alguma vez chega a ter.

José Luís Peixoto





Flor

23 05 2012

Nem tudo na vida são flores.

Mas quando forem, regue-as.

Kahlil  Gibran





Relação

17 05 2012

Todas as relações morrem. Todas. Sobretudo as mais preciosas. Porque só a essas pessoas exigimos que nos dêem, para sempre, os gestos e as palavras ao nível de tudo o que já deram.

Ora, quando alguém nos decepciona, morre um bocadinho dentro de nós. Quando alguém morre um bocadinho dentro de nós, morremos para a vida nesse morrer.

Assim, as relações amorosas ou nos dão a vida ou tiram a vida.

Eduardo Sá   em   “Nunca se perde uma paixão”





Deixar ir…

12 05 2012

Existe sempre um outro modo de ver a vida, de nos vermos a nós mesmos, de vermos o Universo, de vermos os outros.

E quando não sabemos o que fazer, quando achamos que temos um problema, só temos que estar abertos a um outro modo de ver as coisas.

O mesmo modo que usamos sempre não nos tem ajudado muito. Resolvemos um desafio e aparece outro. E cada vez que um novo desafio aparece, o nosso coração pula, as emoções voltam em desespero, a preocupação apodera-se daquilo que pensamos ser nós. E a confusão instala-se.

Vale a pena? São apenas hábitos. Velhas formas de pensar, sentir e agir.

Os problemas são apenas memórias. Quando aparecem, damos conta deles e eles passam a ser passado. Já não existe nada a fazer para ele não estar aqui.

Então, aceitar que assim é e libertar todas as emoções que estão à volta dele pode ser um outro modo de lidar com a situação. Trabalhar com um problema como se fosse apenas passado, como se fosse apenas uma memória. E deixá-lo partir. Deixá-lo abandonar o nosso pensamento. Deixá-lo voar e abrir o coração à paz e à solução que já existe, aqui e agora.

É deixar ir os velhos paradigmas, as velhas memórias, as antigas formas de viver a vida, e deixar que a vida se abra de uma forma natural e simples.

Deixar ir… Deixar ir… Deixar ir…





Um resto de tudo

6 05 2012





Interesses

1 05 2012

Falo de uma mudança que levasse as pessoas a pensar que isto não é bastante para viver como ser humano. Não pode ser. Se nós nos convertermos em pessoas que só se interessam pelos seus próprios interesses, vamos converter-nos em feras contra feras. E aliás é isto que está a acontecer.

José Saramago