Decidir

31 10 2008

Às vezes é muito difícil perspectivar a importância de determinadas decisões na nossa vida. Somos surpreendidos por uma situação e não somos capazes de tomar uma atitude. O “deixar correr” é sempre mais fácil do que o agir, mas a longo prazo não vale a pena, pois damo-nos conta de que assim perdemos tempo e energias, e que a indefinição provoca sempre (ou quase sempre) sofrimento. Quando, mais tarde, tentamos adequar as nossas acções ao nosso sentir, vemos que a mudança do nosso comportamento vai ter de ser “digerida” pelos outros, habituados à nossa passividade.

E que isso não vai ser fácil para ninguém…





Filtro

30 10 2008

É sempre assim, ouvimos as coisas e traduzimo-las através do filtro de afectos e recordações, acabamos com dialecto próprio nos braços, feridas que o silêncio já não limita, abrindo, abrindo.

 Júlio Machado Vaz





Amor

28 10 2008

Cada um de nós tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.

 Miguel Esteves Cardoso





Enigma

25 10 2008

De vez em quando, a Vida põe-nos perante um enigma que não conseguimos resolver. Apesar de todas as pistas e indícios, falta-nos sempre uma parte do puzzle. Na base desta interrogação, estão indicações contraditórias, de origens diferentes. Somos todos, uns para os outros, uma caixinha de surpresas…





Escrever

24 10 2008

Quando duas pessoas escrevem uma à outra, ficam ligadas por uma corda.

Franz Kafka





Sonhos

22 10 2008

Continuamos longe um do outro… Damos pequenos passos para nos aproximarmos, mas não conseguimos abrir-nos um ao outro. Vivemos de fantasias, que não queremos colocar face a face com a realidade. Mas os sonhos só têm significado quando nos impelem a lutar por eles para conseguirmos mais cedo ou mais tarde realizá-los…





Começando…

21 10 2008

Há alturas na vida em que tudo parece envolvido num grande ponto de interrogação. Tudo é posto em causa, porque não conseguimos ver a luz ao  fundo do túnel. Ou seja, talvez a vejamos, mas muito longe, e está tão escuro que não sabemos lá ir. Tu apareceste no meu caminho quando eu mais precisava de ti, mas o futuro continua incerto e nebuloso. Eu não sei o que tu queres, quais são as circunstâncias da tua vida. Precisamos de comunicar, e fugimos a essa conversa porque temos medo…